Você deve estar se perguntando "que coisa sem sentido é essa de diário de uma gorda?" pois bem, eu vou dizer o que é isso. Imagine o começo de uma história, mas não um começo como os outros, tipo "Era uma vez..." nada disso, algo mais para "Querido Diário, eu tenho 16 anos, peso 105 kg e moro em Lincolnshire. Meus interesses incluem música, fazer nada e encontrar um cara gato, risque isso, qualquer cara que apague meu fogo" e é nesse momento que você trava uma batalha interna entre continuar acompanhando a história ou deixar de lado, porque, bem, quem quer acompanhar a história de uma gorda de 16 anos desesperada pra transar? Eu digo para vocês quem quer acompanhar essa história, eu quero e, provavelmente, qualquer um que fique sabendo algo sobre My Mad Fat Diary vai querer também.
Rachel Earl, a personagem principal, que é conhecida como Rae, é uma adolescente que passa por vários problemas, na maioria das vezes relacionados à sua aparência física e ao peso, e que acabou de sair de um hospital psiquiátrico depois de se automutilar. No inicio da série, que se passa nos anos 90, já temos de cara esse problema, que infelizmente muitas pessoas passam com mais frequência do que vocês podem imaginar. Voltando pra casa com sua mãe ela encontra, sem querer, sua antiga melhor amiga Chloe com a "gangue" que Rae nem imaginava que viria a se tornar seu grupo de amigos e, posteriormente, o pilar pra várias situações engraçadas, tristes e de superação.
A história é extremamente tocante, você se apaixona, sofre, se envergonha e chora junto com as personagens. Você se sente parte daquilo, é como estar presente em cada momento e não importa quantas vezes você assista, serão sempre os mesmos sentimentos.
São três temporadas, sim uma série bem curtinha com um impacto gigante em quem assiste, a primeira com seis episódios, a segunda com sete e a terceira com três, encerrando, assim, a história baseada nos verdadeiros diários de Rachel Earl "My Fat, Mad, Teenage Diary" e "My Madder, Fatter Diary" que, até onde eu sei, nenhuma editora brasileira publicou.
Não posso dizer aqui que acompanhei desde o começo, em 2013, só me interessei realmente pela série a pouco tempo atrás, mas depois de ver e rever várias vezes posso dizer que é uma pena ter apenas três temporadas, mas que nessas três a história me pareceu estar completa e muito bem contada, apesar de não ter lido os livros para fazer a comparação.
Espero que vocês assistam, que se apaixonem e tirem coisas ótimas dessa série para levar pra vida, acreditem, é uma série tocante, eu mesma me vi em várias situações que a Rae passou, senti o mesmo medo que ela sentia, a vergonha por causa do corpo, os apelidinhos ridículos, os problemas com comida, principalmente a vergonha de comer na frente de outras pessoas, a vontade de se trancar em casa e não sair pra nada, porque se você sair todos vão te olhar na rua como se você fosse de outro mundo. É uma série que ensina muito sobre amor próprio e empatia, vale a pena cada minuto.
(Rachel Earl) (Sharon Rooney)



Nenhum comentário:
Não é permitido fazer novos comentários.